A necessidade de garantir o aporte nutricional às crianças é um dos fatores mais importantes para incentivar a educação alimentar nas escolas. Priorizar uma alimentação saudável, desde cedo, é essencial à saúde infantil e ainda influencia a qualidade de vida da população no futuro.

Tendo isso em vista, tanto a escola como a família precisam se envolver nesse processo educacional. Isso porque o desenvolvimento dos hábitos alimentares adequados depende dessa integração e do estímulo dos pais.

Nesse sentido, abordaremos alguns aspectos sobre a importância da alimentação saudável nas escolas e a responsabilidade da gestão pública escolar na melhoria da alimentação das crianças. Acompanhe!

O que diz a legislação sobre a educação alimentar nas escolas brasileiras? 

Nas escolas públicas do país, a alimentação escolar para a educação infantil conta com algumas Diretrizes e protocolos. Alguns dos princípios normativos estão assegurados pela Lei 11947, que foi atualizada em junho de 2009.

De forma padronizada, essa Lei defende a importância da educação alimentar e dos aspectos nutricionais no desenvolvimento do ensino e da aprendizagem infantil. Aborda, ainda, que esse tema é tão essencial quanto as bases que regem o currículo escolar.

Nessa perspectiva, a alimentação saudável é elementar para o desenvolvimento de práticas mais saudáveis de vida, já que influencia o crescimento e o desempenho cognitivo na idade escolar.

Logo, o objetivo dessa legislação é garantir que a criança tenha acesso a todos os nutrientes essenciais a essa fase da vida.

Para melhor compreensão do tema, os pontos mais importantes dessas Diretrizes estão destacados a seguir. Veja quais são!

Garantia de alimentos saudáveis

É necessário prover uma alimentação variada, saudável, adequada e condizente com a faixa etária da criança. Igualmente relevante é que esses alimentos sejam seguros e respeitem a cultura, a tradição, os hábitos e os costumes de cada região do país.

Por meio da oferta desses alimentos, a escola deve buscar contribuir para o crescimento e o desenvolvimento de seus alunos. O foco no estímulo à aprendizagem e na melhoria do rendimento escolar torna-se primordial para o alcance desse objetivo.

Alimentação inclusiva

O aspecto nutricional proposto por essas Diretrizes também aborda a necessidade de assegurar atendimento específico às crianças portadoras de necessidades  especiais.

Nessa perspectiva, o objetivo é oferecer uma alimentação diferenciada para alunos com intolerância comprovada a alguns alimentos, ou que apresentem processos alérgicos.

Para tanto, é preciso que os pais comuniquem à escola sobre as necessidades do filho. A coordenação escolar deve avaliar o caso e, na medida do possível, buscar formas de atender as necessidades da criança.

Eventos sobre alimentação saudável

A intrínseca relação entre a educação alimentar nas escolas e a qualidade do processo de ensino e aprendizagem colocam a nutrição como um dos aspectos mais importantes do currículo escolar. Nessa perspectiva, a gestão escolar precisa buscar estratégias para alcançar as metas mais desafiadoras.

Organizar palestras, feiras de gastronomia e outras atividades relacionadas à importância da educação alimentar nas escolas é essencial. O estímulo à participação nesses eventos pode influenciar diretamente os hábitos alimentares.

A importância da participação da comunidade 

Para alcançar as metas propostas pelas Diretrizes, a participação mais ativa da comunidade é fundamental.

É preciso haver mais engajamento dos pais de alunos e mais apoio da associação de bairros. Juntos, eles podem cobrar dos Órgãos gestores municipais o cumprimento da legislação que assegura o direito à alimentação de qualidade.

A alimentação como um direito da criança

Constitucionalmente, a alimentação é um direito da criança. No que se refere à segurança alimentar e nutricional, todos os alunos devem usufruir desses direitos.

Nas regiões brasileiras compostas pela população de baixa renda, sobretudo nas periferias dos grandes centros urbanos, milhões de crianças vivem em situação de extrema pobreza. Não raro, a merenda escolar é a única alimentação diária para esses alunos em condição de vulnerabilidade social.

Quais as principais tendências quanto à alimentação infantil?

De modo natural, é possível despertar a curiosidade da criança e estimulá-la a mudanças em seu padrão alimentar. Por meio de um trabalho eficaz e contínuo, alguns hábitos podem ser moldados.

Porém, esse trabalho precisa ser feito em casa e na sala de aula. Pais e professores precisam compartilhar essa responsabilidade, para que as crianças tenham uma percepção mais clara da importância da boa alimentação.

O quesito variedade torna-se essencial nesse processo. As crianças menores podem ser estimuladas pelas cores, aromas e diferentes sabores dos alimentos, principalmente frutas e legumes.

No entanto, o estilo de vida contemporâneo tem influenciado bastante o comportamento alimentar. Isso implica graves problemas nutricionais, haja vista a facilidade de obter alimentos processados industrialmente e com baixa qualidade nutricional.

Para reverter esses hábitos, a educação alimentar nas escolas públicas é fundamental. Pois os números da Obesidade infantil — assim como os de outras doenças relacionadas à alimentação — sugerem a urgente necessidade de adotar medidas mais concretas para reduzir esses problemas.

Tendo isso em vista, é preciso repensar medidas e investir em alternativas que ajudem a melhorar a gestão da merenda escolar nas escolas públicas. O ideal é prover o acesso à alimentação de qualidade nas escolas para reunir todos os elementos necessários ao crescimento e ao desenvolvimento das crianças.

Como a escola pública pode contribuir para melhorar a alimentação das crianças?

Muitas instituições já baniram de suas cantinas alimentos fritos, processados e com açúcar em excesso. Contudo, é muito difícil controlar o consumo desse tipo de alimento, visto que algumas crianças ainda aparecem na escola com essas guloseimas.

Nesse contexto, o papel dos pais é essencial para ajudar a escola a educar os hábitos das crianças. É essencial estimular a substituição desses produtos por alimentos mais saudáveis e nutritivos.

Por isso, o exemplo dos pais e professores influencia bastante a modulação do comportamento da criança em relação à preferência alimentar. É preciso ter o cuidado de não entrar em contradição com o que é ensinado em sala de aula e o que a criança observa fora dela.

Tudo deve estar em consonância com as atitudes e valores trabalhados pela escola e pela família. A criança pequena ficaria confusa se aprendesse sobre a importância de ingerir sucos naturais, mas presenciasse seus pais ou professores tomando refrigerante todos os dias.

Logo, além de prover uma educação preventiva — e de acordo com os propósitos nutricionais — a postura dos adultos em relação à escolha alimentar também é determinante.

Os pais devem primar pela modulação dos hábitos alimentares e manter a preocupação em se tornarem referência para os pequenos. Como a adequação alimentar também é um aspecto comportamental a ser trabalhado desde cedo, não se pode desconsiderar o poder do exemplo.

Qual a importância da educação alimentar nas escolas?

A escola detém uma grande responsabilidade de influenciar as escolhas da criança e motivá-la a se adequar às necessidades nutricionais exigidas nessa fase da vida. 

Desde cedo, a criança deve ser ensinada sobre a relação entre comida e o poder nutricional que os alimentos exercem sobre a saúde. Não se pode subestimar a intrínseca associação entre a qualidade alimentar e o nível de aprendizado e de desenvolvimento infantil.

Portanto, quem atua na gestão escolar precisa buscar medidas —  como os programas do governo que ajudam as escolas nessa questão — para reduzir os impactos desse problema.

Outra alternativa é explorar os recursos tecnológicos disponíveis, como o Cheff Escolar da Digix, um programa que foi implantado há 3 anos na Secretaria de Estado de Educação (SED) de Mato Grosso do Sul/MS.

O Cheff Escolar é um software que favorece a gestão dos recursos oriundos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), oferecidos pelo Governo Federal.

O uso desse sistema torna a gestão mais moderna, simplificada e transparente. Isso contribui para a adequação à legislação que defende o direito do aluno da escola pública à alimentação escolar e à nutrição de qualidade.

Além da atenção às bases nutricionais, o Cheff Escolar é fácil de operar e auxilia também as etapas administrativas. Com ele, é possível otimizar processos de licitação, a seleção de fornecedores, gerir estoque e manter o controle da prestação de contas, entre outras tarefas.

Tais ações são determinantes para conduzir a educação alimentar nas escolas para um caminho mais seguro. São alternativas que sinalizam mais saúde e qualidade de vida, tanto agora como no futuro.

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