Os cidadãos exigem que o setor público tenha serviços mais ágeis e eficientes. Para isso, é essencial que a comunicação entre os órgãos governamentais seja feita de maneira simples e rápida. Esse cenário mostra que a interoperabilidade é uma opção interessante para a administração pública.

Um dos motivos é que ela colabora para a participação efetiva de vários setores do Poder Público com os dados disponíveis em sistemas centrais. Assim, é possível haver um compartilhamento de informações entre as diversas unidades governamentais.

Isso facilita a comunicação entre as repartições, reduz a burocracia e garante um melhor atendimento ao cidadão. Neste post, vamos explicar o conceito de interoperabilidade e as formas de aplicá-lo no setor público. Confira!

O que é interoperabilidade?

Ela pode ser considerada um fator relacionado à capacidade de vários sistemas e instituições trabalharem juntos, para que funcionários públicos, organizações e softwares possam compartilhar dados com eficácia e eficiência.

Com uma infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) de alto nível, é viável implantar o governo eletrônico, fator primordial para oferecer serviços à população com mais qualidade e menos custos. Essa ação somente é possível quando a administração pública tem sistemas modernos, integrados e seguros.

Nesse cenário, a definição de iniciativas com foco na interoperabilidade e na gestão dos dados governamentais é crucial para haver uma conexão entre os órgãos governamentais, um contato mais próximo com a sociedade e uma maior capacidade de interagir com outros governos.

No Brasil, o Governo Federal passou a adotar a arquitetura ePING (Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico). Ela está sendo utilizada por órgãos e instituições integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP). Além disso, possibilita melhorar os investimentos em TIC, pois viabiliza compartilhar, reutilizar e promover o intercâmbio de recursos tecnológicos.

A interoperabilidade é algo além da integração de sistemas e de redes. Ela consiste na junção desses fatores, propiciando a criação de um conjunto de sistemas e plataformas de hardware e software que podem atuar juntos, mesmo havendo diferenças marcantes entre si.

Para chegar a esse patamar, é necessário estabelecer normas e padrões. Isso é importante para haver um maior esforço em estabelecer processos e culturas organizacionais mais direcionados para a troca e o reuso de dados do poder público nos âmbitos interno e externo.

No caso do Governo Federal, a arquitetura ePING é responsável pelo intercâmbio de informações entre os softwares usados pela União e pela interação com outros segmentos, como:

  • cidadãos;
  • empresas nacionais e estrangeiras;
  • entidades do terceiro setor;
  • governos de outras nações;
  • outras esferas governamentais (estados e municípios);
  • outros segmentos da administração pública federal (legislativo, judiciário e ministério público).

O que esperar dos softwares governamentais?

Adotar iniciativas que priorizam a interoperabilidade é um caminho interessante para melhorar a performance da administração pública. Nesse contexto, os gestores públicos devem apresentar uma visão estratégica, em que as informações, em tempo real, permitam a tomada de decisão.

Para isso se tornar uma realidade, é necessário contar com softwares que ofereçam relatórios e informações que mostrem como está a execução de projetos e demais atividades do governo.  

Os sistemas também podem contribuir para identificar gargalos e gerar oportunidades para resolvê-los da melhor maneira possível. Ou seja, os softwares devem ser usados de forma pontual e estratégica para a geração de bons resultados para a administração pública.

Hoje é imprescindível utilizar a tecnologia para automatizar processos, já que ela proporciona mais agilidade na comunicação e na operacionalização entre os setores envolvidos. Essa atividade elimina desperdícios e garante a integridade da informação, pois os dados ficam protegidos pela estrutura de TI responsável.

Outro aspecto positivo é que os funcionários públicos podem exercer menos atividades operacionais, passando a ter uma participação mais tática ao elaborar estratégias mais eficazes para a melhoria dos serviços.

Os gestores públicos precisam estar conscientes de que todas as informações podem ser coletadas, unificadas e compartilhadas. Dessa forma, os sistemas devem conter os dados necessários para que todos os segmentos sociais possam ser contemplados com serviços de mais qualidade. A medida é fundamental para haver um trabalho mais integrado e eficiente.

Como elevar os indicadores a outro nível?

Para os serviços públicos digitais conquistarem a confiança do cidadão, é necessário aliar a interoperabilidade a requisitos de segurança da informação. A tecnologia tem avançado de forma cada vez mais rápida. Isso faz com que os softwares governamentais devam ser atualizados constantemente para estarem menos sujeitos a ataques.

Ao utilizar sistemas antigos, o setor público fica mais vulnerável a ações de cibercriminosos. Todo o cuidado é pouco para os serviços não serem prejudicados. Um bom exemplo é que, em 2017, o Cidadão.SP foi invadido por hackers que buscavam minerar bitcoins.

O uso de malware em computadores está cada vez mais comum. Por isso, é vital ter muita atenção com a escolha da tecnologia a ser utilizada. Com certeza, adotar recursos de TI atualizados é uma maneira de dificultar ao máximo a ação de hackers e momentos de indisponibilidade dos serviços.

Além do foco em segurança da informação, os órgãos públicos podem adotar tecnologias que proporcionam condições mais favoráveis para a interoperabilidade. Uma prova disso é a inteligência artificial. Ela foi importante para o desenvolvimento do Cheff Escolar pela Digix.

Isso porque contribuiu para a elaboração dos cardápios para as escolas, porque o próprio sistema cruza as informações sobre os comportamentos dos estudantes e sugere as refeições que podem ser utilizadas nos colégios, considerando aspectos como:

  • frequência de uso;
  • preço;
  • valores nutricionais.

Com esses recursos, o Cheff Escolar fornece às escolas informações valiosas para contemplar as necessidades dos alunos. As informações obtidas facilitam a automação dos processos e a tomada de decisão.

Nesse cenário, o Machine Learning (recurso para aprendizado de máquina) se torna uma peça-chave para utilizar a inteligência artificial em prol da interoperabilidade. Quando os sistemas estão integrados, é possível uma compreensão preditiva dos dados.

Acompanhar o avanço tecnológico é um caminho sem volta. A administração pública deve estar atenta às melhores práticas de TI. Do contrário, não terá condições de oferecer aos cidadãos serviços eletrônicos de qualidade, disponíveis e com elevado nível de segurança da informação.  

Se você deseja entender como a interoperabilidade pode contribuir para aperfeiçoar o atendimento à população, entre em contato conosco agora mesmo. Estamos à disposição para tirar todas as suas dúvidas e ajudá-lo na efetivação do governo eletrônico.