Uma maior consciência dos direitos e dos deveres faz com que os cidadãos reconheçam a necessidade de exigir do setor público um maior esforço para aperfeiçoar os serviços. Esse fator tem uma ligação direta com o surgimento de novos modelos de administração pública.

Um dos motivos é que o Estado, diante da dinâmica social, precisou ter um foco no uso adequado dos recursos públicos. O desperdício, a ineficiência e a falta de ética passaram a ser combatidos pelo poder público com mais vigor, embora sejam práticas que ainda não foram totalmente eliminadas.

Neste post, destacaremos os tipos de administração pública que predominaram no Brasil e iniciativas que contribuem para o Estado ter uma gestão mais ágil e inteligente. Confira!

Conheça os modelos de administração pública no Brasil

Na história brasileira, foram instituídos 3 tipos de gestão pública. Para entender o funcionamento de cada um deles, explicaremos as principais características. Acompanhe!

Administração patrimonialista

Foi muito empregada nos Estados absolutistas, em que a nobreza era proprietária das melhores terras. Na administração patrimonialista, não havia uma diferenciação entre o que era público e privado por parte dos governantes. Os cargos públicos eram exercidos apenas por pessoas de confiança do rei.

Em geral, o governo era composto por familiares e pessoas que tinham os mesmos interesses dos monarcas. Não havia uma preocupação em utilizar os recursos públicos em favor da coletividade.

O modelo patrimonialista foi perdendo força com a ascensão dos burgueses e o fortalecimento do Estado liberal, que foram determinantes para o término das monarquias absolutistas em várias regiões do mundo.  

Administração burocrática

Dos modelos de administração pública empregados no Brasil, esse se caracteriza por conter regras e procedimentos para as autoridades e servidores públicos exercerem as suas funções de modo ético e responsável.

No Estado burocrático, a divisão de responsabilidades abrange a hierarquia e a especialização para que os serviços sejam impessoais. Em outras palavras, as atividades governamentais devem favorecer a todos de maneira indistinta.

Essas práticas se identificam com o Estado Liberal, pois os ideais republicanos valorizam a democracia e a necessidade de o poder ser exercido por pessoas escolhidas pelo povo. Na administração burocrática, os gestores púbicos cuidam do patrimônio e tomam decisões pensando no bem comum.

Administração gerencial

O modelo burocrático apresentou uma grande evolução no estilo de gerenciamento dos serviços e do patrimônio público em relação ao patrimonialista. Por outro lado, a sociedade apresentou, a partir do século 20, uma evolução tecnológica muito grande, que também impactou na forma de a população se relacionar com o Estado.

Esse aspecto fez com que o setor público passasse a enfrentar muitas dificuldades para suprir as demandas da sociedade. A nova conjuntura criou um ambiente para a iniciativa privada estar mais presente em atividades ligadas ao Estado, como saúde e educação.

Tudo isso fez com que os gestores públicos passassem a adotar o modelo gerencial, que consiste em um esforço do Estado para ser mais eficiente e buscar melhores resultados. Essa mudança favoreceu, no Brasil, o surgimento das agências reguladoras no final do século passado.

Elas têm como responsabilidade monitorar as empresas de determinado setor e exigir delas um atendimento de alto nível para o cidadão. Um exemplo é a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cujo foco é fazer com que as companhias de telefonia, internet e TV a cabo ofereçam serviços dentro de padrões estabelecidos.

No modelo gerencial, o poder público busca criar condições favoráveis para a iniciativa privada e os consumidores serem beneficiados pelo livre mercado. Além disso, procura um maior envolvimento de empresas na prestação de serviços públicos por meio de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Veja medidas para aperfeiçoar o setor público

A evolução dos modelos de administração pública mostra como a sociedade exige uma nova postura dos governantes e dos servidores públicos. Cuidar do patrimônio e dos recursos estatais com responsabilidade é algo importante, mas não é o suficiente para a prestação de serviços adequados ao cidadão.

Por isso, é necessário pensar em alternativas para as ações do poder público serem mais efetivas em um menor prazo de tempo. Para ajudá-lo a construir uma gestão pública mais dinâmica, apresentaremos iniciativas válidas para o fornecimento de serviços melhores à população. Acompanhe!

Escritório de Projetos

Ter uma dimensão dos projetos prioritários é um diferencial marcante para empresas e o setor público. No cenário atual, os escritórios de projetos são fundamentais para melhorar o gerenciamento dos recursos humanos e financeiros disponíveis no momento.

É muito importante que haja um monitoramento de como as atividades estão sendo realizadas. Por exemplo, uma escola está sendo construída em um município do interior e deve ficar pronta até o final do ano. Se não houver um controle atento sobre essa ação, há um grande risco de ela não ser concluída no prazo.

Com o escritório de projetos, a administração pública pode trabalhar com indicadores de desempenho e metas de maneira responsável. Isso possibilita também que os processos licitatórios sejam planejados de forma correta, fazendo com que o edital mostre, com clareza, as obrigações e os direitos das partes envolvidas.

Para o escritório de projetos ser relevante para uma organização, o ideal é que ele esteja alinhado com o planejamento estratégico. Se não houver esse ajuste, o lançamento de novos serviços ou o aperfeiçoamento das atividades dificilmente serão executados com sucesso.

Laboratório de Inovação

Inovar deve fazer parte da rotina das instituições. Essa mentalidade também deve estar presente na administração pública. Por isso, o ambiente está mais favorável para o surgimento de laboratórios de inovação voltados para tornar o poder público mais próximo da sociedade.

Um exemplo ocorre no estado do Espírito Santo, onde o Poder Executivo Estadual criou um laboratório com foco em debater, planejar e acompanhar a realização de iniciativas de cunho inovador.

Com o apoio de um laboratório de inovação, o setor público pode promover eventos, como o hackathon (maratona de programação em que diversos profissionais criam sistemas e aplicativos buscando uma maior satisfação dos usuários).

Os modelos de administração pública são um exemplo de como a sociedade está evoluindo de forma constante e rápida nos últimos anos. Isso também mostra como os gestores públicos precisam ser mais atentos e flexíveis para alcançar um desempenho de alto nível.

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