O futuro das escolas públicas deve ser pautado pelo maior uso dos recursos tecnológicos e pela participação mais ativa do aluno. A imagem do professor como o principal agente do aprendizado, aos poucos vem se transformando, com esse personagem assumindo novas características e responsabilidades.

Para um colégio ser mais atraente, é essencial estar mais próximo dos anseios dos estudantes. Isso significa que o conteúdo deve ser elaborado para não ser memorizado, mas sim devidamente assimilado pelos alunos.

Assim, as informações repassadas em sala de aula passam a ter uma maior utilidade para os estudantes.

Neste post, vamos mostrar os objetivos da educação pública para os próximos anos, as novas tendências do ensino e como o setor público pode usar a tecnologia para aperfeiçoar o aprendizado. Confira!

O futuro da educação brasileira

Para aliar desenvolvimento econômico com evolução social, é muito importante que haja uma política voltada para o fortalecimento da educação pública. Um passo para concretizar essa iniciativa foi a elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE). Nele, estão metas essenciais para a melhoria da qualidade do ensino até 2024, como:

  • oferecer vagas para, no mínimo, 50% das crianças de 0 a 3 anos até 2020;
  • matricular todas as crianças de 6 a 14 anos no Ensino Fundamental e fazer com que 95% dos estudantes terminem os 9 anos dessa fase na idade adequada;
  • universalizar o atendimento escolar para estudantes superdotados ou com algum tipo de deficiência, na faixa etária dos 4 aos 17 anos;
  • fazer com que todas as crianças sejam alfabetizadas até o 3° ano do Ensino Fundamental;
  • contar com ensino integral na educação básica em 50% das escolas públicas;
  • melhorar a performance do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), atingindo a nota 6,0 no término do Ensino Fundamental e 5,5 no fim do Ensino Médio;
  • proporcionar à população do campo e aos segmentos mais pobres uma escolaridade de 12 anos, considerando os que possuem entre 18 e 29 anos;
  • acabar com a analfabetismo absoluto até 2020, quando deve ser reduzida em 50% a taxa de analfabetismo funcional;
  • aumentar em três vezes o quantitativo de matrículas da educação profissional técnica de nível médio;
  • possibilitar que metade das pessoas de 18 a 24 anos estejam em uma faculdade;
  • expandir o número de inscritos em cursos de pós-graduação para formar 60 mil mestres e 25 mil doutores.

Com certeza, os objetivos destacados acima mostram que existe um direcionamento para melhorar a qualidade do ensino no Brasil. Isso apenas será possível por meio de uma parceria que envolva o setor público e a sociedade.

Com o cidadão tendo mais condições de fiscalizar e de acompanhar o andamento de políticas públicas, os governantes deverão ter um maior foco em cumprir as ações necessárias para aperfeiçoar a educação e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.

4 tendências para a escola pública

É inegável que as metas do PNE contribuem para universalizar o ensino e estimular os investimentos voltados para a qualificação dos professores e a evolução do aprendizado. Por outro lado, é crucial fazer com que a escola pública seja mais interessante para os alunos.

Pensando nisso, vamos apresentar 4 tendências que visam melhorar a performance da educação na administração pública. Acompanhe!

1. Ensino personalizado

Não é novidade para ninguém que os alunos não têm um mesmo ritmo de aprendizado. Com um ensino personalizado, isso fica muito mais fácil de administrar. Assim, a relação entre os alunos e os professores vira uma grande parceria em busca de uma assimilação de conteúdo que visa a qualidade em vez da quantidade.

Por exemplo, o educador pode usar um software que analisa as respostas do aluno em uma prova. Com base nessas informações, é possível montar um planejamento de estudos voltado para tirar as dúvidas de cada estudante.

2. Aprendizado híbrido

O uso da tecnologia no cotidiano das pessoas veio para ficar. Na educação, isso não é diferente. No futuro, os estudantes vão adquirir conhecimentos e interagir entre si não apenas em sala de aula, mas também em plataformas online.

Dessa maneira, haverá uma maior conexão entre o conteúdo abordado na escola, o cotidiano do estudante e o mercado de trabalho. Isso permitirá uma compreensão melhor da realidade e mais condições de desenvolver um pensamento crítico.

3. Ensino portátil

Muitas crianças já usam tablets para brincar com jogos eletrônicos. A tendência é que essa ferramenta seja cada vez mais utilizada no aprendizado. Em escolas da África do Sul e da Holanda, todas as ações são feitas por meio desse dispositivo.

Em vez de contar com vários cadernos e livros, o estudante acessa as demandas e obtém as informações necessárias para o aprendizado por meio de um tablet. Aquela famosa cena de um aluno carregando uma mochila pesada deve se transformar, em breve, em uma lembrança do passado.

4. Sala de aula invertida

Nessa metodologia, o professor não terá o papel principal na aprendizagem. O aluno passa a ter uma maior participação no ensino, tendo condições de decidir sobre como assimilar o conteúdo.

O estudante é estimulado a questionar as informações recebidas, deixando de ter um comportamento passivo diante do professor. Há uma interação maior entre os alunos para tornar a aula mais dinâmica e interessante. No lugar do silêncio, há um foco na troca de experiências e no aprendizado para a vida.

O futuro das escolas públicas pode ser melhor

Para que novas propostas sejam implementadas em larga escala, é necessário que os professores sejam qualificados para conviverem com as mudanças impostas pela tecnologia e pela nova forma de os alunos investirem no aprendizado.

Uma boa alternativa para facilitar o acesso dos docentes às novas tendências da educação é por meio dos treinamentos a distância. Além de ser mais econômico, esse modelo de capacitação dá mais liberdade para fazer as aulas no momento mais adequado e viabiliza tirar dúvidas em grupo.

Também é crucial investir em infraestrutura tecnológica. As escolas precisam ter computadores e dispositivos móveis modernos que possam estar conectados a redes de alta velocidade. Sem dúvida, é necessário contar com equipamentos de ponta para modernizar as instituições de ensino.

Outra forma de impactar positivamente o aprendizado é a adoção de softwares que contribuem para os alunos assimilarem o conteúdo das matérias. Hoje, existem aplicativos e programas que ajudam na preparação dos alunos para as provas.

No setor público, é possível encontrar softwares que ajudam na gestão das instituições de ensino. A Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso do Sul (SED-MS), por exemplo, usa o sistema Cheff Escolar, que auxilia as escolas a fazerem uma gestão mais eficiente da merenda escolar, proporcionando mais qualidade de vida aos alunos.

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