O avanço tecnológico permitiu que as organizações públicas e privadas passassem a ter acesso a uma grande quantidade de dados de maneira cada vez mais fácil e rápida. Porém, é fundamental saber como utilizar as informações disponíveis. Nesse cenário, a análise integrada assume papel importante.

Um dos motivos é que as ações de uma empresa ou governo devem ser articuladas entre as unidades envolvidas. Do contrário, o investimento realizado não vai apresentar os resultados esperados, porque as atividades não foram planejadas e executadas corretamente para contemplar o público-alvo.

Neste post, vamos destacar a definição de análise integrada, a relevância dessa ação para o setor público e a maneira como a integração tecnológica pode beneficiar a administração pública. Confira!

Afinal, o que é análise integrada?

A análise integrada é responsável por interpretar as informações encaminhadas por diversas fontes. Ou seja, é um mecanismo que permite transformar dados em conhecimento, o que é imprescindível para o desenvolvimento de qualquer país.

Imagine que um órgão estadual, responsável por gerenciar as estradas, tem o número de veículos que passam por uma rodovia e faz um estudo sobre a conservação das vias sob a responsabilidade do governo do estado.

Com base nas informações coletadas e integradas, é possível verificar a existência de uma relação entre o tráfego de automóveis e a qualidade do asfalto. Isso permite avaliar as estradas que necessitam de um investimento prioritário por parte do setor público.    

Qual é a importância da análise integrada na administração pública?

É um grande erro os órgãos públicos elaborarem as suas políticas e prioridades desconsiderando os parceiros. Vamos a alguns exemplos práticos.

Um órgão público de TI resolve investir em um modelo de site mais atraente e responsivo, que pode ser acessado com mais facilidade por dispositivos móveis. Porém, optou por tomar essa iniciativa de forma isolada, sem fazer uma articulação com a secretaria de comunicação do governo. Na hora da implementação, foram observadas críticas e resistências.

Caso tivesse sido feita uma avaliação da necessidade de mudança dos sites governamentais, a possibilidade de as modificações terem sido aceitas seria bem maior, o que também contribuiria para a aplicação correta dos investimentos.

A definição de políticas públicas não deve ser feita com base apenas em matérias publicadas nos veículos de comunicação e em manifestações de um grupo de moradores. Hoje, é indispensável fazer uma análise integrada de todos os serviços públicos disponibilizados para os cidadãos de um bairro, cidade, estado e país.

Pense nos moradores de um município com um baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Em primeiro lugar, é preciso avaliar os fatores que estão impactando na baixa qualidade de vida da população. Depois, podem ser formuladas ações para reverter esse quadro.

Uma dessas iniciativas é a construção de escolas para as crianças da região. Sem dúvida, é uma medida importante. Porém, o resultado pode ser ainda mais expressivo caso os estudantes sejam devidamente preparados para as atividades produtivas da localidade (agricultura, pecuária etc.).

De que maneira fazer isso? Promovendo uma integração entre as secretarias de educação e agricultura do estado e dos municípios envolvidos. Ambas podem formular políticas públicas em parceria, considerando as particularidades de cada região a ser assistida. 

Mudança de mentalidade

A análise integrada está sendo incorporada à administração pública aos poucos. Isso porque alguns gestores e servidores públicos têm resistência a mudanças. Mas, à medida que os órgãos governamentais passam a ter uma integração positiva, maiores são as chances de implantar ações que beneficiem a população.

Essa postura deve ser resultado de uma nova cultura organizacional, em que a troca de conhecimento e a necessidade de otimizar os recursos públicos sejam valorizadas. Tal comportamento, por sua vez, deve ser acompanhado de uma infraestrutura tecnológica que favoreça o fornecimento de informações entre os órgãos públicos.

As redes de fibra óptica de alta velocidade e a adoção de sistemas que se caracterizem pela interoperabilidade (capacidade de comunicação com outros softwares) são aspectos que propiciam acesso mais rápido às informações pelos órgãos públicos.

Esse fator contribui para o uso mais adequado dos dados que podem passar por uma análise integrada para serem transformados em um conhecimento fundamental no estabelecimento das prioridades dos gestores públicos.

Como a integração tecnológica pode influenciar os processos públicos?

A transparência é um dos aspectos mais exigidos pelos cidadãos com relação à administração pública. Hoje, há diversos portais que informam os gastos de cada esfera com obras e servidores, por exemplo.

Mas será que isso é suficiente para um governo ser considerado transparente? O mais sensato é dizer que essa postura contribui para mostrar uma maior preocupação com as finanças públicas. Por outro lado, tenha certeza de que os moradores desejam mais do que isso.

A população espera que os recursos públicos sejam utilizados de forma efetiva com base nas demandas sociais. Em outras palavras, os investimentos devem ser priorizados, de acordo com que os cidadãos consideram mais importante no momento.

Nessa conjuntura, a análise integrada assume um papel crucial, pois possibilita cruzar dados relacionados às reivindicações dos moradores com os projetos que podem ser executados para atendê-las.

Com essa iniciativa, as ações governamentais têm melhores resultados. Um dos motivos é que estarão indo ao encontro das demandas da sociedade. Atualmente, um gestor público deve estar aberto ao amplo debate. Se não tiver essa postura, não será capaz de fazer uma administração de alto nível.

Uma alternativa interessante para utilizar os dados com mais inteligência é por meio de ferramentas de Big Data, que proporcionam uma série de vantagens. Com elas é possível:

  • contar com informações estruturadas, que podem ser usadas para uma gestão mais integrada;
  • facilitar o processo de tomada de decisão;
  • contribuir para a melhoria do atendimento ao cidadão;
  • ter mais condições de adotar ações preventivas (esquema de segurança pública em manifestações, retirada de moradores em áreas de risco etc.);
  • fornecer informações com mais transparência e clareza.

Ignorar a capacidade que a tecnologia tem de contribuir para uma gestão se tornar mais eficaz e compartilhada é um dos maiores equívocos que um governante pode cometer. As políticas públicas devem ser fruto de parceria entre os gestores públicos e a população. Do contrário, não vão surtir os efeitos esperados.

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